
Ouviu falar que o ensino superior a distância vai passar por boas mudanças em 2026? Ou talvez você só esteva pesquisando sobre faculdade online e caiu de paraquedas nessa novidade. Seja qual for o caso, é importante se informar.
Calma, vou explicar direitinho o que muda, o que continua igual e como isso te afeta se está pensando em começar ou já está cursando uma graduação EAD.
Em maio de 2025 saiu o decreto que criou a Nova Política de Educação a Distância. A ideia do governo federal é garantir mais qualidade no ensino online e colocar regras mais claras para as instituições.

E até tem muita gente preocupada achando que a EAD vai acabar, mas não é bem assim. A verdade é que o formato totalmente remoto, aquele em que o aluno nunca precisava sair de casa, esse sim vai deixar de existir.
Mas a modalidade a distância continua firme, só que agora com mais presença física ou aulas ao vivo obrigatórias. Para quem já está matriculado, a boa notícia é que pode terminar o curso do jeito que começou, sem sustos.
Vamos ver mais detalhes? Abaixo vou detalhar cada mudança para você, mostrando quais cursos foram mais afetados e explicar como ficam as regras para polos, provas e professores. Confere tudo, pois entender isso agora evita dor de cabeça lá na frente, concorda?

Como será o Ensino Superior a partir de 2026?
Antes dessa nova política o MEC trabalhava basicamente com duas modalidades, presencial e EAD. Agora o decreto criou oficialmente três formatos bem definidos e cada um tem regras próprias de carga horária.
Isso ajuda a organizar melhor a oferta e também dá mais clareza para o estudante na hora de escolher.

O formato presencial continua sendo aquele em que a maior parte das aulas acontece na faculdade física. Porém agora ficou estabelecido que pelo menos 70% da carga horária precisa ser com presença obrigatória.
Os outros 30% podem ser online, o que já era comum em muitas instituições mas agora virou regra oficial.

Já o semipresencial é a grande novidade. Esse formato mistura bastante coisa e exige no mínimo 30% de atividades presenciais físicas, como estágio, extensão ou práticas em laboratório.
Além disso precisa ter mais 20% em atividades presenciais ou aulas síncronas ao vivo. Na prática é um meio termo entre o totalmente presencial e o EAD tradicional.

E o EAD propriamente dito agora tem uma exigência que não existia antes. Pelo menos 20% da carga horária precisa ser composta por atividades presenciais ou síncronas mediadas.
Essas são aquelas aulas ao vivo com interação em tempo real entre professor e aluno. Além disso as provas precisam ser presenciais, com peso maior na nota final.

| Formato | Carga horária presencial mínima | Carga horária online permitida | Provas |
|---|---|---|---|
| Presencial | 70% obrigatório | Até 30% | Presenciais |
| Semipresencial | 30% físico + 20% síncrono | Até 50% | Presenciais |
| EAD | 20% presencial ou síncrono | Até 80% | Presenciais obrigatórias |
Muita gente não vai gostar, mas no meu caso, eu acho que essa mudança traz mais seriedade para o ensino a distância.
Quem escolhe uma faculdade online agora sabe que vai precisar comparecer sim algumas vezes no semestre. Pense só na maior credibilidade do diploma no mercado de trabalho.

Quais Cursos Não Podem Mais Ser EAD
Aqui vem uma das mudanças que mais chamou atenção e gerou polêmica, que é o decreto que proibiu completamente a oferta de cinco cursos superiores no formato a distância.
São eles:
- Medicina
- Direito
- Odontologia
- Enfermagem
- Psicologia.
A justificativa do MEC é que essas formações exigem muita prática presencial, laboratórios e estágios supervisionados de perto, e eu vejo que faz todo o sentido.
Mas, quem já está matriculado nesses cursos no formato EAD pode ficar tranquilo. A regra vale para novas matrículas a partir da adaptação das instituições, que têm até dois anos para se ajustar.

Além desses cinco cursos, todas as licenciaturas também foram afetadas. Pedagogia, letras, matemática, história e outras formações de professores não podem mais ser oferecidas totalmente a distância.
Elas ficam restritas aos formatos presencial ou semipresencial. A ideia é garantir que futuros professores tenham experiência prática em sala de aula desde a graduação.

Os demais cursos da área da saúde seguem a mesma lógica. Biomedicina, fisioterapia, nutrição, farmácia e outros só podem ser oferecidos nas modalidades presencial ou semipresencial.
O MEC pode ampliar essa lista no futuro conforme avaliar a necessidade de outras áreas.

| Tipo de restrição | Cursos afetados | Formato permitido |
|---|---|---|
| Proibição total EAD | Medicina, Direito, Odontologia, Enfermagem, Psicologia | Apenas presencial |
| Restrição parcial | Todas as licenciaturas | Presencial ou semipresencial |
| Restrição parcial | Demais cursos da saúde | Presencial ou semipresencial |
| Sem restrição | Gestão, tecnologia, comunicação | Todos os formatos |
Na prática isso significa que áreas como administração, ciências contábeis, gestão de recursos humanos, análise de sistemas e marketing continuam podendo ser oferecidas no formato EAD.
Eu vejo essa mudança como uma forma de proteger profissões que lidam diretamente com vidas e com formação de outras pessoas. Faz sentido exigir mais presença física nesses casos.

Como Ficam as Provas e a Estrutura dos Polos?
Outra mudança importante está nas avaliações. Agora cada disciplina do curso precisa ter pelo menos uma prova presencial, e essa avaliação deve ter o peso maior na composição da nota final do estudante.
Como dizem por aí, ‘acabou a mamata’. Não tem mais aquela história de fazer tudo online sem nunca pisar no polo. A ideia é garantir que o aluno realmente domina o conteúdo e não está apenas copiando respostas da internet.
As provas presenciais precisam ser bem elaboradas, com foco em análise crítica, síntese de conteúdo e aplicação prática do conhecimento. Questões decorativas ou muito simples não atendem mais o padrão exigido pelo MEC.

O decreto nº 12.456/2025 também criou a figura do mediador pedagógico, que é diferente do tutor. O mediador precisa ter formação compatível com o curso e atua exclusivamente na parte pedagógica.
Ele participa das aulas síncronas, tira dúvidas dos alunos e acompanha o desenvolvimento acadêmico. Já o tutor fica apenas com funções administrativas, como orientar sobre matrícula, documentos e prazos.
Nas aulas ao vivo o limite agora é de 70 alunos por professor. Isso garante que o docente consiga interagir de verdade com a turma, responder perguntas e manter um controle de frequência adequado.

Os polos de apoio presencial também ganharam novas exigências. Eles precisam ter infraestrutura mínima com salas de estudo, laboratórios quando o curso exigir, acesso à internet de qualidade e espaço para coordenação.
Novas exigências para EAD em resumo
- Pelo menos uma prova presencial por disciplina com peso majoritário
- Mediador pedagógico com formação compatível ao curso
- Máximo de 70 alunos por docente em aulas síncronas
- Infraestrutura mínima obrigatória nos polos de apoio
- Controle de frequência nas atividades ao vivo
Ficou proibido também o compartilhamento de polos entre diferentes instituições. Cada faculdade precisa ter sua própria estrutura física, o que aumenta o controle de qualidade e a responsabilidade sobre o espaço.
Eu acho que essas mudanças elevam bastante o padrão do ensino a distância. Quem estuda em EAD agora tem garantia de uma experiência mais completa e reconhecida pelo mercado.

Prazo para Faculdades se Adaptarem e Seus Direitos
As instituições de ensino superior tem até dois anos para se adaptar completamente às novas regras. Esse prazo começa a contar a partir da publicação do decreto em maio de 2025.
Então na prática as mudanças vão sendo implementadas aos poucos até maio de 2027. Algumas faculdades podem antecipar as adequações, outras vão usar o prazo todo para se organizar.

Quem já está matriculado em um curso superior a distância tem direito garantido de concluir a formação no mesmo formato em que começou.
A instituição é obrigada a manter as condições originais do contrato até o final da graduação. Ninguém vai ser forçado a migrar para o presencial ou semipresencial no meio do caminho.

Agora quem está pensando em começar uma faculdade online precisa ficar atento. Vale conversar com a instituição escolhida para entender como ela está se preparando para as mudanças.
Pergunte sobre a estrutura dos polos, se haverá aulas síncronas, como serão as provas presenciais e qual será a frequência de comparecimento obrigatório. Essas informações ajudam a planejar melhor a rotina.
O que verificar antes de se matricular em EAD agora
- A instituição está credenciada pelo MEC para o novo formato
- Existe polo de apoio perto da sua cidade ou região
- O curso escolhido ainda pode ser oferecido em EAD
- A faculdade já definiu como serão as aulas síncronas
- Há clareza sobre datas e locais das provas presenciais
Eu sempre recomendo escolher instituições que já tem tradição em educação a distância e que estão se movimentando rápido para atender as novas exigências. Outra dica que dou é verificar se a faculdade tem boa avaliação no MEC e se o curso específico que você quer tem nota adequada no sistema de avaliação do governo.
Vale a pena esperar alguns meses para ver como as instituições vão se adaptar? Acho que não, vai ser pior adiar o sonho do diploma universitário por causa das mudanças.

Mudanças na Graduação EAD em 2026 e o seu Futuro!
No fim das contas, essas mudanças vieram para ficar e vão moldar o futuro da educação a distância no Brasil. A tendência é que o ensino superior online ganhe ainda mais credibilidade e respeito. Certeza que empresas e recrutadores já estão de olho nessas transformações. Um diploma de uma graduação EAD que exige presença, provas presenciais e aulas ao vivo tem muito mais peso no currículo.
O mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e exigente. Ter uma formação universitária reconhecida e de qualidade deixou de ser diferencial para virar necessidade básica em muitas áreas.

Quem se prepara agora, escolhendo bem a instituição e o formato de estudo, sai na frente. A educação a distância continua sendo uma ferramenta poderosa de democratização do acesso ao ensino superior, só que agora com mais seriedade, mais estrutura e mais compromisso com o aprendizado real do estudante.
Eu vejo essas mudanças como um amadurecimento necessário. O EAD cresceu muito rápido nos últimos anos, ultrapassando até as matrículas de formato presencial, e precisava de uma regulação mais firme para manter a qualidade.

Então se você está na dúvida sobre começar uma faculdade online, pode ir em frente. Só fique atento às novas regras, escolha uma instituição preparada e se organize para cumprir as exigências presenciais.
O futuro pertence a quem se qualifica, se atualiza e busca conhecimento de forma consistente. Uma graduação bem feita, a distância ou não, é um investimento pra lá de válido e necessário, pois abre portas e constrói carreiras sólidas.
Que tal dar o próximo passo e conferir na página inicial a lista com boas faculdades digitais?
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